Brumas na UFMG Educativa


FIQ 2009

novembro 10, 2009 Por: Alessandro Wesley Categoria: Mundo Brumas

Por Ricardo Aluotto

FIQ 2009
É pessoal, o maior encontro nacional de nerds e gente esquisita cumpriu o que prometeu. Nessa edição mais gótica do que nunca, para começar, a belíssima exposição dos 70 anos do Homem Morcego. Nosso herói veio com tudo, das fases a desenhos originais, réplicas dos veículos e alguns saudosos brinquedos que destruí pelo uso, é, em algumas das armadilhas que eu o infringi, meu boneco não conseguia sair tão ileso como nos desenhos.
Não menos importante, o lançamento do Almanaque Gótico, dos nossos amigos capixabas Felipe Cazelli e dos desenhistas Fábio Turbay e Abel. Já na segunda edição que saiu nº 2 e 2 ½, um fliper, uma maneira de colocar tanto material em uma mesma adição, ou uma sacada mesmo. Coquetel bem intimo que, como não podia faltar para o publico que se destina, um vinho que era um pouco melhor que o chapinha e um conhaque para alguns de necessidades mais graduais. A revista é bem interessante o gênero para mim é terror mas, como terror e gótico viram uma dicotomia… É claro, o herói é uma mulher, com aquele visual já conhecido, vampiros, zumbis e criaturas bizarras recheiam o conteúdo bem desenhado com histórias interessantes.
Fui no sábado, “peguei” a galera muito agitada, uns ainda receosos por causa da chuva que fez um estrago no dia anterior, azar de uns, sorte de outros que compraram verdadeiras raridades a preço de banana, por ter tomado um pouco de chuva, outros, pela excitação de esta cara a cara com os consumidores dessas babaquices que tanto gosto. Você chegava ao estande, olhando tudo à sua volta bem discreto, e logo pulava um em cima de você, como naquelas lojinhas na Paraná, e você se via conversando com o próprio cartunista, serio, como são amigáveis e receptíveis, até mesmo os maiorais como Rodney Buchemi, Ig Guara (ambos da Marvel). Avaliavam-se portfólios ali no banco do Palácio da Artes, tudo bem pessoal, sem grandes frescuras, como tem que ser, é você e o cara. Fiquei especialmente animado com a quantidade de lançamentos desse ano, não posso enumerar mas me pareceu bem, mas bem maior que dos outros anos, revista independentes de tudo e para todos, “muita bosta para muita minhoca de plantão”, parece que nosso plano de dominação finalmente está se concretizando, a exemplo do que aconteceu com a Revista do Lobão, vi muita editora e gravadora que comemorava ter seu produto nas “megastores” de todo o país. A vinda desses gigantes, que no primeiro momento amedrontou todo mundo, pelo tamanho e de se perder o contato direto com o livreiro (como o Sr. Amadeu, ali da rua Tamóios), agora se transforma em uma grande vendedora de publicações independentes. Elas tem distribuição própria, lojas em todo o Brasil, vendedores que acreditam e faturam muito com esse mercado, que antes pertencia as editoras de periódicos e veículos de noticias e só queriam saber de Turma da Monica e Pato Donald. Gostei especialmente da exposição de mangás, também dos quadrinhos alemães já famosos. Pena que minha condição não permitiu compra o livro com gravuras de Mark Riden para a Miriam (esposa), R$ 250,00, era mais do que podia gastar, quem sabe em 2011.

Texto e imagens por Ricardo Aluotto

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