Textos do Duende Noir
Cheio de Dedos
Duende Noir
Dos escritos de palma de mão,
me desfiz.
Há tolices maiores,
que cabem nas mãos,
além dos dedos.
Medos e coragens
são enxertos de viagem.
Mas desta mão
não me desfaço,
nem atiro os dedos no caminho.
Não há rito que não seja de passagem
não há poema em pele-pergaminho.
Vou cuspindo pedaços de mim
por essas ruas.
Não há pedaço que não me faça falta
nem falta que de mim pedaços faça.
Quando sofro,
sofro por inteiro.
“in antologia poética – Miramar Shopping Center. Santos – SP”
Duende Noir comete poesias.Perpetra contos, crônicas, ensaios e prepara um romance para o fim dos tempos.








