Textos do DUENDE NOIR
LEGÍTIMA DEFESA
(Para Adélia Prado)
Nossa briga não começou ontem,
ao pé da estrada.
Ela antecede a nós mesmos.
Nasci e fui feito homem,
Felizoratriste e viço-verso, Tristeorafeliz.
“O cuspo das ruas é o limo nas minhas construções”.
Antes,
meias-verdades, de seda;
do que uma mentira inteira, de ferro.
Jamais esqueça:
o baby-doll é apenas outra droga
que você usa pra dormir.
Por isso prefiro a ti
e à palavra escrita.
─ São ambas traiçoeiras.
“No momento, avivo o pó, meu outro sustento”.
Ser guache na vida,
a colorir vagas abstrações humanas,
É vício pra homem de três culhões.
─ Eu tento!
A você, que se desdobra,as sobras.
Duende Noir (in revista literária do corpo discente da UFMG)
Ilustrações : Leo Crow
Duende Noir comete poesias. Perpetra contos, crônicas,
Ensaios e prepara um romance para o fim dos tempos.
Contato: duendenoir.noir@gmail.com







