agosto 05, 2010
Por:
Alessandro Wesley
Categoria: Mundo Brumas
LEGÍTIMA DEFESA
(Para Adélia Prado)
Nossa briga não começou ontem,
ao pé da estrada.
Ela antecede a nós mesmos.
Nasci e fui feito homem,
Felizoratriste e viço-verso, Tristeorafeliz.
“O cuspo das ruas é o limo nas minhas construções”.
Antes,
meias-verdades, de seda;
do que uma mentira inteira, de ferro.
Jamais esqueça:
o baby-doll é apenas outra droga
que você usa pra dormir.
Por isso prefiro a ti
e à palavra escrita.
─ São ambas traiçoeiras.
“No momento, avivo o pó, meu outro sustento”.
Ser guache na vida,
a colorir vagas abstrações humanas,
É vício pra homem de três culhões.
─ Eu tento!
A você, que se desdobra,as sobras.
Duende Noir (in revista literária do corpo discente da UFMG)
Ilustrações : Leo Crow
Duende Noir comete poesias. Perpetra contos, crônicas,
Ensaios e prepara um romance para o fim dos tempos.
Contato: duendenoir.noir@gmail.com
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julho 30, 2010
Por:
Alessandro Wesley
Categoria: Mundo Brumas
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julho 11, 2010
Por:
Alessandro Wesley
Categoria: Programas passados
No quadro “Click Brumas” Ricardo Aluotto fala sobre a vida e obra de Marc Ferrez


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junho 28, 2010
Por:
Alessandro Wesley
Categoria: Mundo Brumas, Notícias, Por ai...
Na exposição “ENCÁUSTICA”, o artista plástico e estudante do curso de graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFMG, Daniel Neto, nos mostra pinturas elaboradas com cêra encáustica e parafina sobre tábuas de madeirite extraídas de móveis. As paisagens idealizadas nas pinturas trazem consigo figuras decadentes, melancólicas e envoltas numa atmosfera densa e sombria. As cores em sua maioria monocromáticas em tons de preto, cinza e branco, revelam a inspiração em vanguardas do final do século XIX como o expressionismo alemão, presente principalmente em obras de pintores tais como Edward Munch e Van Gogh.
A experiência de lidar com a materialidade do processo de construção das obras, fez com que o artista explorasse a técnica do uso da parafina e da cêra encáustica de uma maneira própria, trazendo assim resultados inesperados. A vontade de expressar os sentimentos se faz presente através de uma visão particular, cuja idéia da morte se materializa de diferentes maneiras.
A principal preocupação, é evidenciar uma beleza subjetiva, porém possível de estar presente nesta atmosfera, que, aparentemente possa ser pouco sedutora. Fazendo com que o espectador se sinta desafiado a contemplar e a perceber os valores sentimentais presentes nas obras.

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